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29/04/2025

O Rei que reinou com a bola e com o coração da massa

 

Minas Gerais é berço de gente talentosa, de histórias que atravessam o tempo e de ídolos que brilham muito além dos campos. Um desses nomes eternos é José Reinaldo de Lima, ou simplesmente Reinaldo, o eterno camisa 9 do Atlético Mineiro, o rei da Massa, dono de um dos futebóis mais bonitos que esse país já viu — e sentiu.

Nascido em Ponte Nova, no dia 11 de janeiro de 1957, Reinaldo parecia predestinado à majestade. Desde menino, já encantava com a bola nos pés, jogando entre garotos mais velhos por ser bom demais para os da sua idade. Ainda adolescente, foi descoberto por Zé das Camisas e levado para o Galo por Barbatana, o técnico que apostou no talento puro daquele garoto que, aos 16 anos, já estreava no profissional do maior clube de Minas.

Era o começo de uma lenda.
 

Um talento tão grande quanto sua humildade

Reinaldo não só fazia gols — ele criava arte em forma de jogada. Era leve, criativo, imprevisível. A bola parecia entender seu pensamento. Tabelava como poucos, driblava com elegância e marcava com precisão. Cada lance parecia uma pintura. E por mais que brilhasse, manteve sempre a essência do menino simples do interior, que fazia pequenos serviços para ir ao cinema e que ainda amava música — mesmo sendo "dispensado" das aulas porque jogava mais bola do que afinava no canto.
 

O corpo não acompanhava a genialidade

Infelizmente, o que os pés produziam com magia, os joelhos cobravam com dor. Reinaldo passou por nove cirurgias, sempre resistindo às pancadas dos zagueiros que viam nele um perigo constante. Seus joelhos, frágeis e castigados, limitaram o que poderia ter sido ainda maior. Jogou "10 anos com 90% de cérebro e 10% de físico", como bem definiu a obra de Chagas & Chagas.

Mesmo assim, fez história: maior artilheiro do Campeonato Brasileiro em média de gols por jogo, brilhou na Seleção Brasileira e até hoje é referência quando se fala em técnica, inteligência e amor à camisa.


O Gol da Placa e o Gol da Superação

Em 1977, contra o América-RN, Reinaldo marcou um gol tão bonito — uma pintura com Cerezo — que recebeu uma placa no Mineirão. Mas o seu maior gol foi fora dos gramados: superar uma luta contra as drogas nos anos 1990, com o apoio da família, amigos e do nascimento da filha, que o salvou. Reinaldo venceu de novo.

Mais tarde, seguiu sua paixão pela política, foi deputado, vereador, comentarista esportivo e, acima de tudo, sempre se manteve como voz ativa pela democracia e pela luta contra o racismo. Seu gesto icônico — punho cerrado após os gols — dizia muito mais do que qualquer palavra.


Reinaldo é parte da história de Minas

Na Centro Visão, a gente enxerga com orgulho cada capítulo da história mineira. E Reinaldo é daqueles nomes que não se esquecem. O menino de Ponte Nova que virou rei, que conquistou o Mineirão e resistiu aos limites do corpo com a força da mente e da paixão. Um verdadeiro craque que, como a visão perfeita, transforma a forma como vemos o mundo.

Que seus dribles continuem inspirando gerações — dentro e fora das quatro linhas.

 

     

 

 



 

 

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